DJI Osmo 360 II vs Osmo 360: o que mudou? Vale o upgrade?
A DJI entrou oficialmente no mercado de câmeras 360° em 2025 com a Osmo 360. Mesmo sendo a primeira geração da marca nessa categoria, o modelo já chegou com uma ficha técnica forte, incluindo gravação nativa em 8K, sensores de 1/1,1 polegada, fotos panorâmicas de 120 MP e integração com o ecossistema Osmo.
Pouco mais de um ano depois, a fabricante apresentou a DJI Osmo 360 II. Com essa nova geração, a DJI decidiu aprimorar pontos importantes da primeira versão, em vez de mudar completamente a fórmula. Entre as prioridades, a marca atacou uma das maiores preocupações de quem utiliza câmeras 360° em atividades de aventura: as lentes.
Mas será que essas mudanças fazem tanta diferença na prática? E quem já possui uma Osmo 360 deveria pensar em fazer o upgrade?
Lentes substituíveis: a mudança mais importante da Osmo 360 II
As lentes estão entre os componentes mais vulneráveis de qualquer câmera 360°. Como ficam salientes dos dois lados do corpo, riscos e impactos exigem atenção redobrada.

Na primeira Osmo 360, as lentes são fixas. Já na Osmo 360 II, elas podem ser substituídas pelo próprio usuário caso sofram algum dano. A DJI também aplicou um novo revestimento que promete aumentar a resistência contra riscos.
Para quem utiliza a câmera não apenas em motociclismo, ciclismo, trilhas, mas também em esportes e outras atividades de aventura, essa mudança pode ser mais importante do que qualquer aumento de resolução.
8K/60 fps e mais alcance dinâmico
A primeira Osmo 360 já grava vídeos panorâmicos em 8K a até 50 fps. Na nova geração, o limite sobe para 8K a 60 fps. Na prática, os 60 fps ajudam principalmente em cenas com bastante movimento, oferecendo maior fluidez e mais liberdade para desacelerar determinados trechos durante a edição.
A Osmo 360 II também aumenta o alcance dinâmico de 13,5 para 14,5 stops. Com isso, a câmera consegue preservar mais detalhes em cenas com áreas muito claras e muito escuras ao mesmo tempo, como gravações durante o nascer ou pôr do sol, por exemplo.
SuperNight 2.0 melhora as gravações noturnas
Outra evolução aparece nas situações com pouca iluminação. A Osmo 360 original já possui o modo SuperNight, enquanto a Osmo 360 II estreia o AI SuperNight 2.0, com um novo processamento voltado para reduzir ruídos e preservar mais detalhes.

Esse avanço é interessante principalmente para quem grava viagens, cidades à noite, eventos, campings ou atividades realizadas no início e no fim do dia.
Spotlight Follow facilita o reenquadramento
Uma das grandes vantagens das câmeras 360° é poder escolher o enquadramento depois da gravação. Porém, esse processo também pode exigir bastante trabalho durante a edição.
Na Osmo 360 II, o novo recurso Spotlight Follow consegue identificar e acompanhar o assunto principal da cena, ajudando a manter uma pessoa ou objeto enquadrado automaticamente. Para criadores que gravam sozinhos ou produzem um grande volume de conteúdo, isso pode tornar o fluxo de edição bem mais prático.
A nova geração também ganhou conexão por NFC, facilitando o pareamento com smartphones compatíveis e o acesso ao DJI Mimo.
DJI Osmo 360 II vs Osmo 360: principais diferenças
| Osmo 360 II | Osmo 360 (2025) | |
| Vídeo 360 máximo | 8K/60 fps | 8K/50 fps |
| Alcance dinâmico | 14,5 stops | 13,5 stops |
| Modo noturno | AI SuperNight 2.0 | SuperNight |
| Lentes | Substituíveis | Fixas |
| Spotlight Follow | Sim | – |
| NFC | Sim | – |
| Fotos 360 | Até 120 MP | Até 120 MP |
| Armazenamento interno | 105 GB | 105 GB |
| Autonomia em 8K/30 fps | Até 100 min | Até 100 min |
| Resistência à água | Sim – Até 10 metros | Sim – Até 10 metros |
Para quem a Osmo 360 II é indicada?
A Osmo 360 II faz sentido principalmente para quem quer gravar tudo ao redor e decidir o enquadramento depois. Ou seja, ela pode ser especialmente interessante para:
- motociclistas e ciclistas;
- praticantes de esportes e atividades de aventura;
- criadores de conteúdo de viagem;
- pessoas que gravam sozinhas;
- quem produz vídeos para diferentes formatos, como Instagram, TikTok e YouTube.
A possibilidade de registrar uma única cena e criar vários enquadramentos depois continua sendo um dos maiores atrativos das câmeras 360°.
Já tenho uma Osmo 360. Vale a pena fazer o upgrade?
Depende do seu tipo de uso. A DJI Osmo 360 original continua sendo uma câmera bastante completa. Ela já oferece gravação em 8K, fotos de 120 MP, 10-bit, D-Log M e vários dos recursos presentes na segunda geração. Por isso, trocar apenas porque surgiu um modelo mais novo pode não fazer sentido.
Mas o upgrade fica mais interessante para quem valoriza as lentes substituíveis, grava muitas cenas com pouca luz, trabalha com movimentos rápidos ou pretende aproveitar recursos como o Spotlight Follow.

Mas quem já está satisfeito com a primeira geração e não sente limitações nesses pontos pode continuar utilizando a Osmo 360 tranquilamente.
E para quem ainda não tem uma câmera 360?
Para novos usuários, a Osmo 360 II chega como uma opção mais refinada dentro da proposta 360° da DJI. As lentes substituíveis trazem mais tranquilidade para atividades de aventura, enquanto os avanços em imagem, gravação noturna e rastreamento tornam a câmera mais preparada para diferentes situações.
No fim, a Osmo 360 II não transforma a primeira geração em uma câmera ultrapassada. Ela mantém uma fórmula que já funcionava e melhora justamente alguns dos pontos que mais podem fazer diferença no uso cotidiano.
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